A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, julgou nesta terça-feira, (01), o mérito do pedido de Habeas Corpus feito pela defesa dos dois caicoenses presos na operação Coiteiro, Henrique José Torres Lopes e Jorge Eduardo Lopes. Na votação, os desembargadores denegaram a ordem, ou seja, não acataram o pedido, e eles continuam presos.
No dia, 12 março, passado, o desembargador, Gilson Batista, negou o pedido liminar do Habeas Corpus. Os autos foram então remetidos a Procuradoria-Geral de Justiça, e lá, os promotores também apresentaram parecer desfavorável aos dois presos. Na volta dos autos ao TJRN, o pedido foi submetido ao voto dos desembargadores na Câmara Criminal, onde aconteceu a denegação da ordem.
O advogado de Henrique e Jorge Lopes, é Paulo Lopo Saraiva, que confirma recurso em instâncias superiores afim de soltá-los.
Os dois empresários e agropecuaristas de Caicó, Henrique e José Lopes, foram presos pela Polícia durante a Operação Coiteiro, no dia 25 de fevereiro, deste ano. De acordo com a denúncia do Ministério Público, os irmãos usavam propriedades rurais situadas na região do Seridó, e até no Estado do Ceará, para dar proteção a foragidos da Justiça, dentre eles acusados de homicídios e de assaltos, dificultando a ação da Justiça para cumprimento de mandados de prisão e dando-lhes total apoio, desde logístico até a contratação de advogados.
Puan
O preso, Irapuan Monteiro Saldanha, também teve o pedido negado Habeas Corpus, negado pela Câmara Criminal, quando do julgamento do mérito, nesta terça-feira, (01). Ele também segue preso.