Dado é animador para a economia americana e mais animador ainda para Barack Obama, no começo da campanha para a reeleição.
O nível de desemprego nos Estados Unidos caiu para 8,5% em dezembro, o menor nível em quase três anos, um dado animador para a economia americana e mais animador ainda para Barack Obama, no começo da campanha para a reeleição.
Cerca de 200 mil empregos foram criados em dezembro nos Estados Unidos, o dobro de novembro, e todos no setor privado. O presidente Obama comemorou os bons números, os melhores desde o início do governo dele em 2009.
"Começamos a reagir", disse Obama. O presidente destacou que, nos últimos 22 meses, no total, foram criados 3,2 milhões de novos empregos.
A queda no desemprego é um presente de ano novo para a campanha de reeleição de Obama. Os adversários, do Partido Republicano, chamam o presidente de "destruidor de empregos".
Se a tendência se mantiver, vai ser bem mais difícil para eles derrotar Obama. Em Wall Street, porém, a bolsa fechou em queda. Os investidores estão preocupados com o agravamento da crise europeia.
O desemprego na zona do euro chegou ao nível recorde de 10,3%, e há sinais de problemas na economia mais forte, a alemã, com uma queda de 5% nas encomendas recebidas pela indústria
Em compensação, o desemprego na Alemanha caiu, sinal de que, no norte da Europa, a crise não é tão grave quanto nos países do sul: Grécia, Portugal e Espanha. A taxa de desemprego dos jovens espanhóis subiu para 49,6%.