Condenados foram levados de Alcaçuz para presídio em Parnamirim
A Penitenciária Estadual de Alcaçuz, maior unidade prisional do Rio Grande do Norte, voltou a ser alvo de intervenções judiciais em razão da falta de segurança no local. Nas últimas semanas, 45 presos condenados por estupro foram tirados de suas celas e transferidos para o Presídio Estadual de Parnamirim, o PEP.
As remoções foram determinadas pelo juiz Henrique Baltazar, titular da Vara de Execuções Penais do Rio Grande do Norte, que também autorizou a transferência de todos os presos que necessitam de atendimento médico. Segundo o magistrado, a unidade também não tem condições de cuidar de presos doentes. Para estes, as transferências vêm ocorrendo quase que diariamente e não há um número exato de quantos já foram e ainda serão removidos.
Alcaçuz foi inaugurada há 15 anos e, quando erguida, chegou a ser considerada pelo Estado como unidade de segurança máxima. Fica em Nísia Floresta, na Grande Natal, e passou dois meses interditada no ano passado por condições degradantes de estrutura. O G1 tentou contato com o secretário estadual da Justiça e da Cidania (Sejuc), Júlio César Queiroz, mas o telefone dele estava desligado. A assessoria de imprensa da Sejuc também não conseguiu falar com o secretário. Coordenador do sistema penitenciário, Castelo Branco não atendeu ou retornou as ligações.
"Alcaçuz não tem condições de abrigar presos que cometeram crimes sexuais ou de violência contra mulheres. No mês passado, houve um incidente grave, uma briga muito grande, porque a maioria dos internos não aceita conviver com estupradores", explicou o magistrado. Baltazar também acumula a função de corregedor da penitenciária.